Sofre de ansiedade? 5 coisas que deve fazer para conseguir uma vida mais zen


O stresse e o nervosismo agravam as doenças cardiovasculares, uma das principais causas de morte em Portugal. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, estes problemas atingem dois milhões, quase um quinto da população portuguesa.


É descrita como uma sensação de preocupação, tensão ou medo que temos acerca de coisas que estão para acontecer ou que pensamos que poderão vir a acontecer no futuro. Fenómenos ou comportamentos que sabemos que não podemos prever com exatidão nem controlar e que acabam por ter consequências nefastas para o organismo. "A ansiedade é uma resposta natural perante a incerteza", sublinha um artigo do Cardio 365º, um projeto informativo multiplataforma que pretende esclarecer os portugueses.

"É uma sensação normal quando ocorre de uma forma curta e pontual, geralmente em relação a acontecimentos específicos. Pelo contrário, se os sentimentos de ansiedade forem extremos, durarem mais de seis meses e interferirem com as tarefas diárias da pessoa, pode tratar-se de um transtorno. A ansiedade é frequentemente acompanhada por depressão", refere. Estes são distúrbios mentais, muito comuns em território nacional, atingem cerca de dois milhões, quase um quinto da população portuguesa.

A estimativa é avançada pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), que aponta o stresse crónico como precursor tanto de um como de outro. A primeira etapa para controlar a ansiedade é saber reconhecê-la. Sensação constante de preocupação, tensão, inquietação ou nervosismo, dificuldade em adormecer, problemas de concentração, irritabilidade e tensão muscular são algumas das manifestações. Se é o caso, é fundamental aprender a descomprimir. Consiga-o com estas cinco estratégias.


1. Relativize as coisas

A maioria dos problemas tem solução. Desafiar os pensamentos obscuros e negativos que surgem é, por isso, uma das primeiras coisas a fazer. "A ansiedade gera, muitas vezes, uma espiral de pensamentos negros e pessimistas que geram um efeito de bola de neve. É útil saber reconhecer o padrão de pensamento no início e analisá-lo criticamente, desafiando cada pensamento negativo como ligado a ansiedade, ao invés de à realidade. A ansiedade faz-nos subestimar as nossas capacidades reativas", alerta o Cardio 365º.


2. Faça exercícios de respiração

A ansiedade faz com que a respiração fique mais agitada e acelerada. Para contrariar essa tendência, inspire durante quatro contagens e expirar de seguida também durante quatro contagens, durante um período de cinco minutos. "Ao nivelar sua respiração, diminuirá a sua frequência cardíaca, o que ajuda a acalmar e a prevenir a taquicardia", sublinha o projeto multiplataforma, que recomenda também a prática regular de meditação e de ioga, duas práticas milenares (re)conhecidas por acalmarem a mente.


3. Mexa-se mais

Inclua mais atividade física no seu dia a dia. Movimentar o corpo pode ser uma boa maneira de controlar a ansiedade e o stresse. "A prática de exercício ajuda a aumentar as endorfinas e a aliviar a tensão", sublinha o Cardio 365º. Ao longo das últimas décadas, foram muitas as investigações científicas que comprovaram que a prática regular de desporto traz inúmeros benefícios para a saúde física mas também para a mental. Um simples passeio a pé pela natureza ou à beira-mar pode fazer milagres ao estado de alma.


4. Afaste-se do que lhe faz mal

Mantenha-se à distância das personalidades tóxicas que o rodeiam e procure ocupar a mente e os tempos livres con atividades prazerosas, que tendem a libertar serotonina, um neurotransmissor tradicionalmente associado ao bem-estar. Para além de passear ou de fazer exercício físico, ouça canções que lhe agradam, leia livros que a afastem da realidade ou dedique-se a passatempos relaxantes, como a jardinagem e os trabalhos manuais. Um banho de imersão relaxante é outra das recomendações a considerar.


5. Pratique a aceitação

A ansiedade não é uma sua falha pessoal. É importante que se mentalize disso. Esta condição psicológica é influenciada por uma série de fatores, incluindo a genética, a neurobiologia, a história familiar e até as experiências de vida e os traumas de cada um. "É, de facto, um transtorno que deve ser encarado e tratado como tal. Assim sendo, é sempre importante que aceite que sente ansiedade e que fale com um profissional de saúde sempre que sentir que está fora do seu controlo", aconselha ainda o Cardio 365º.

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